quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Um pouco sobre o mundo...

Algo que você deveria saber, antes de nascer.
Você é o único dono de seu próprio caminho... Portanto, não acredite em destino... Acredite nas mãos divinas sim... Mas lembre-se que você guia suas próprias pernas.
Não culpe Deus por algo ter dado errado. Simplesmente levante a cabeça, lave o rosto e de joelhos agradeça. O sofrimento é a melhor companhia de alguém. É com ele que aprendemos a ser pessoas melhores.
Sim... É inevitável, mas um dia... Seus pais já não estarão mais com você e você descobrirá que não disse com freqüência que os amava e que eles foram importantes na sua vida. Muitos depois disso entram em depressão, outros... Reagem como se fosse uma normalidade cotidiana e tentam esquecer... Mas somente quem os aproveitou de verdade vai sorrir quando lembrar das reuniões de família no natal e que sua mãe sempre tinha razão.
Chore! Mas chore com o coração. Você terá certeza de algumas lágrimas foram derramadas em vão e outras... Mereceram serem choradas.
Quanto aos amigos... Não acredite em qualquer pessoa, às vezes o melhor amigo que temos passa a ser o pior inimigo e o pior... Conhecendo você e todos os seus segredos.
Divirta-se! Tome pelo menos um porre na vida, mas tome com gosto! Não por causa de homens ou de mulheres, mas para celebrar seu aniversário ou uma conquista.
Fale palavrões! – Mas não diga sempre... Pode deixar escapar um numa hora de pânico e de raiva. Menos em brigas.
Tome banho de chuva, você irá perceber que a água é muito melhor quando cai do céu sobre seu corpo.
O sol um dia irá morrer... Mas porque se preocupar com isso agora? Certas preocupações servem apenas para nos gerar rugas e estresse. Oras... O sol irá morrer daqui a bilhões de anos. Relaxe!
Você pode ter certeza que um dia você irá se apaixonar... Talvez por uma pessoa ou por uma profissão, por objetos para coleção... Mas APAIXONE-SE! Principalmente no verão... Já no inverno, namore.
Sonhe, quem sonha chega muito mais longe do que aquele cético que acredita que o mundo é uma porcaria.
O mundo é uma porcaria? Talvez até seja... Se você fizer dele uma porcaria.
Agora você pode sair dessa cadeira e pensar que eu sou uma maluca... Mas pode ter certeza de que em algumas palavras que escrevi você vai pensar.


Domingo eu fiz o vestibular para moda, acho que passei pra segunda fase Se Deus quiser!
Caramba... Eu estava muito nervosa... Muito mesmo :D
mas agora estou esperando pelos resultados! Torçam por mim! Beijos
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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A realidade nua e crua


Sim, você pode ter certeza... Isso vai acontecer, e você precisa estar preparada para isso.
Em uma bela manhã de sol, quando você acordar; irá dar um belo e magnífico sorriso e falar aquela frase completamente idiota:
“Bom dia sol, bom dia nuvem, bom dia florzinha...” E você também irá sorrir para aquele vizinho bêbado que põe o som no máximo quando você precisa dormir, já que no outro dia você tem uma maratona de provas super difíceis, mas ao invés de se escabelar na cama (como era o esperado), você simplesmente vai sorrir e até dançar aquela melodia tosca.
Então você deixa a casa brilhando, tira notas máximas nas provas, ajuda seu irmão mal-criado na lição de casa sem cobrar nada.
Eis que um telefonema acontece!
Você, naquele desespero todo sai para atender e bate o dedão na mesa, pega o telefone, sorri e diz com aquela voz sedutora:
-Alô?... – Mas era somente o cara que vende cartões. Você pega seu celular, liga para si mesma na tentativa de ver se o aparelho funciona, e ele está funcionando. Então você senta no chão, recostada a parede e se pergunta:
- O que eu tenho de errado? Ta certo que eu não tenho peitão, nem uma bunda gostosa, não tenho olhos claros e um cabelo sedoso, mas eu ainda existo!
Eis que você não consegue esperar e manda um torpedo. Ele responde:
“-Estou a fim de sair para dançar gatinha, topas?”
Você sai daquela deprê toda num instante. Fica mais de uma hora no banho, faz depilação em tudo. Pinta unhas, escova os dentes, passa o fio-dental, seca o cabelo, faz chapinha, se maquia. Fica mais de uma hora na frente de uma pilha de roupas dizendo:
-Eu não tenho nada para vestir hoje!
Então sem varinhas mágicas e fadas madrinhas, você consegue ficar deslumbrante! Mais gata que a garota exibida que ganhou o concurso de MISS BELEZA da escola. Mas você por estar tão ansiosa, não consegue comer nada, seu coração mais parece bateria de escola de samba em plena avenida.
Seu pai passa pela sala e nem te reconhece, você fica esperando... E a campainha toca. Você sai correndo pela sala e...
Era só o entregador de pizzas.
Você espera... Espera... Espera... Começa a fazer aquele “poc-poc” de salto alto para lá e para cá, e nessa brincadeira toda, já se passaram 2 horas.
Você com esperança continua esperando... Esperando e esperando... Mas minha filha vê se espera sentada...
Porque o idiota com quem você ia sair, “esqueceu” do encontro.

Gente, desculpem não responder os comentários, nem ter postado mais. Meu pc estragou e agora só daqui ha umas duas semanas para tudo voltar ao normal.
Beijos espero que tenham gostado!
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terça-feira, 15 de setembro de 2009

Viagem total


4ª Parte:

"Uma Longa viagem começa por um passo."

Peguei minhas malas e simplesmente bati a porta. É fácil fazer isso quando meus pais não estão em casa. Pedi para meu motorista levar-me ao aeroporto e escrevi um bilhete entre lágrimas. Fato. Preciso de um psicólogo, psiquiatra, terapeuta... Tanto faz!
ESTOU ENTRANDO EM CRISE! Pensando bem... Minha vida é uma crise.
Coloquei meus óculos escuros, o motorista ficou preocupado comigo.
-Está tudo bem. – Disse. E ele voltou a dirigir.
Estava indo para Gothan, na verdade nunca tinha ouvido falar na tal cidade... E nem sei onde fica.
Eram 7 horas de avião. Dormi a viagem toda. E depois fui ao hotel.
Surpreendi-me com meu quarto. Uma bela vista para aquele imenso mar azul. O sol se pondo, parecia que estava sendo apagado ao “entrar” na água.
Estava calor, muito calor e eu cansada. A viagem realmente tinha acabado comigo. Separei as roupas que usaria no dia seguinte para o passeio de barco; e então resolvi dar uma volta na praia.
O céu estava realmente lindo, com aqueles tons de laranja dançando por entre as nuvens. O mar estava misterioso e convidativo, como era de se esperar. Se a Di estivesse aqui, provavelmente ficaria nua na frente de todos e se atiraria na água despreocupadamente. Sorri comigo mesma e sentei-me na areia.
Estava ficando cada vez mais escuro, mas eu não ligava, queria mesmo era aproveitar essa viagem. Falando em ligar... Meu pai ligou 15 vezes, deixou 8 mensagens de voz e eu simplesmente o ignorei. Digamos que ele tem que sofrer um pouco.
Peguei meu I Pod e relaxei ouvindo Green Day. Incrível como o rock consegue me acalmar... O som estava tão alto que eu não conseguia ouvir nada, nem ninguém, apenas a música que me envolvia naquele momento.
De repente uma nuvem de confusão pairava sobre o ar. Continuei a cantarolar despreocupadamente, quando vi uns 5 surfistas saradões saindo do mar em direção a mim. Ai. Meu. Deus. Que visão... Fiquei até com sede.
Eles foram se aproximando e um deles, o que era moreno, alto... Com costas largas e braços incrivelmente fortes sentou-se ao meu lado. Tirei os fones. Meu coração estava batendo muito forte.
- Oi – Disse ele.
- Oi – Respondi.
- Qual seu nome? – Perguntou-me.
- Sarah. E o seu?
- Kelvin.
E ele foi se aproximando de mim, e um outro amigo gostosão do outro lado.
O tal amigo gostosão pegou minha bolsa enquanto eu e o Kelvin flertávamos. E eu nem se quer percebi, só vi quando eles atiraram minha bolsa no mar, pegando a minha carteira. Tentei fugir, mas então aqueles ombros largos me seguraram tão forte e ele tentou me beijar a força. Gritei, chutei, mordi, mas de nada adiantou. Logo ele levou-me para a água e atirou-me lá.
Surgiu um menino, não pude ver bem sua fisionomia naquele momento, pois estava me afogando, mas ele bateu nos meninos com mais uns amigos e recuperou minha carteira com todo o dinheiro dentro.
Um deles buscou-me do mar gelado. Eu estava tremendo de tanto frio, nervosismo e ansiedade.
-Você está bem? – Perguntou o moço.
-Não. – Respondi.
-Fique calma, vamos a levar para o hotel.
-Obrigada. – Depois disso, lembro-me que simplesmente fechei os olhos e adormeci.
Acordei em meu quarto, com uma roupa desconhecida. Encontrei um par de olhos verdes observando cada movimento que fazia. Que olhos! Não lembrava daquele rosto, mas era um rosto bonito, tinha traços de romantismo, inteligência e bom humor.
Tinha lábios tão carnudos que dava vontade de beijar e beijar e beijar... Por toda a eternidade. E o perfume... Huuum... Aquele cheiro gostoso de homem sério.
Seus cabelos eram negros, lisos, jogados para o lado, da altura do pescoço mais ou menos.
Seu nome... Não lembro... Talvez Príncipe Encantado fosse uma boa representação. Vestia um jeans despojado e uma camisa preta.
- Bom dia – Disse-me ele.
- Isso é um sonho? – Perguntei.
- Não, você foi atacada por alguns surfistas ontem e por sorte eu consegui a salvar daquele lugar. Você está bem?
- Sim, mas estou com um pouco de dor no corpo. Qual o seu nome?
- Seth.
-Que nome lindo Seth. Tão lindo quanto seus olhos verdes...
- Obrigado. – Disse ele sem jeito. Será que eu peguei pesado?
- Agora que eu percebi que você está bem, eu preciso ir, mas voltarei ainda hoje. Deixei meu telefone em cima da mesa, se precisar de algo, me ligue. Tchau. – Disse ele beijando minha testa.
-Tchau. – Respondi suspirando...
Pena que ele foi embora... Que deus grego... Acho que podemos ser “amigos”... Uns beijos na boca durante viagens não faz mal a ninguém, ah quer saber... Vou dormir que estou cansada.


Continua...


Meninos e meninas :D

Desculpem não responder os comentários e nem postar mais textos, é que realmente estou sem tempo... Essa história de ENEM, VESTIBULAR está me deixando louca... Ah... Passei no cursinho da UFSC novamente... Já quase sou uma caloura hahaha

Mas estou me dedicando ao máximo... Quanto ao livro, tive que parar, realmente estou sem tempo.

Estou muito feliz :D

Acabei de saber que fui escolhida por entre vários alunos, para se eu não passar na federal (que se Deus quiser eu passarei) eu vou conseguir um baita desconto em algumas particulares. Fiquei tão feliz :D

bem, é isso... Obrigada pelos selinhos e por comentarem mesmo eu não podendo responder.


Beijos
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quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vida nova 3

"Destino não é uma questão de sorte, mas uma questão de escolha; não é uma coisa que se espera, mas que se busca." (William Jennings Bryan)

Destino

Na verdade o que seria viver? Ainda estou a descobrir e confesso que não está sendo muito fácil. Liguei o som no máximo e comecei a dançar na frente do imenso espelho que possuo em meu quarto. De repente uma ligação:
-Sarah! É a Di, tudo bem?
-Oi Di! – Respondi mal-humorada.
-Que voz é essa? – Perguntou-me ela.
-Só estou um pouco pra baixo... – Jamais contaria meus problemas para a Di, além de não sermos muito amigas, ela é a garota mais fofoqueira que um dia já conheci.
-Hum... Então vamos nos animar! Estou a fim de ir a uma taróloga.
-Taróloga? – Respondi espantada.
-Sim, essas mulheres que vêem o futuro nas cartas.
-Eu sei o que é uma taróloga Di!
-Argh, tanto faz... Vamos?
Fiquei pensando alguns instantes... Que mal teria em saber um pouco sobre meu futuro?
-Claro Di! Vamos!
- Então, passo para te pegar às cinco da tarde.
-Ok. Kisses!
-Kisses girl!

Coloquei um jeans, uma camiseta, meus all stars, peguei uma bolsa e fui com a Di.
Fiquei morrendo de medo quando subi no carro, ela definitivamente comprou a carteira de motorista. Essa menina não sabe dirigir! Estou correndo perigo!
Coloquei o cinto de segurança rapidamente, ela estava de óculos e bebendo uma lata de cerveja... Imagina só... Uma adolescente de 18 anos, completamente irresponsável, que não sabe dirigir, sem cinto de segurança, com outra adolescente de carona indo para um lugar que nunca ouviram falar, para simplesmente saber um pouco mais do futuro?
Na verdade eu sou mais maluca ainda por ter aceitado esse convite.

-Você está tão séria Sarah! – Disse-me ela tomando um gole de cerveja.
-Eu não acredito que você está bebendo enquanto dirige... Por um acaso você já ouviu falar em “Lei seca”?
-Sim, e você esqueceu que eu tenho dinheiro e posso pagar por tudo? Você anda em que mundo Sarah?
Fiquei quieta. Incrível... Em pensar que também ajo desse modo certas vezes... Isso me deixa nauseada.
-Chegamos! Disse ela pegando um cigarro.
-O quê? Agora você também fuma? – Perguntei espantada.
-Você não sabia? O Augusto terminou comigo. – Disse isso, abraçou-me e começou a chorar.
-Sinto muito, mas você não precisa fumar beber e nem ir a uma taróloga... Essas coisas acontecem...
-Você diz isso porque você é perfeita Sarah! Todos os meninos babam por você... O que não acontece comigo.
-Ai Di! Vamos! – Disse logo para não perder as estribeiras.
Chegamos a uma casinha pequena, era sem reboco, feia, estranha, dava arrepios.
O chão era de cimento puro. Sentamos em umas poltronas. Eram de um vermelho escuro, puxadas a vinho; aveludadas, antigas. O cheiro de incenso estava deixando-me enjoada e comecei a espirrar.
O teto da casa era de madeira, as cortinas que envolviam as janelas escuras, tristes e sujas eram de um azul escuro.
De repente uma mocinha chamou-nos.
-Podem entrar. – Disse a tal. Ela tinha olhos tão tristes... Era magra, baixa, e não tinha modos femininos. Seus trajes eram estranhos, deixava-a tão apagada.
Fomos para uma salinha escura, poltronas também aveludadas, mas dessa vez, eram marinho.
Uma mulher nos aguardava. Era uma senhora estranha, tinha olhos claros, usava uma espécie de lenço na cabeça que era envolvida por cabelos grisalhos. Ela tinha uma cicatriz na boca, que me deixava instigada. Usava uma roupa branca. E olhou-me diretamente nos olhos.
-Sentem-se. – Disse ela.
Minha amiga foi a primeira, ela tirou as cartas e ali estava... Seu futuro! Disse madame Samovar que a Di só iria ficar com do Augusto quando ela fizesse um chá de cuecas.
Nossa... Essa mulher não sabe nada, pensei. Mas surpreendentemente, ela olhou-me de uma forma diferente. Pegou minhas mãos, apertou-as e começou a falar algumas coisas estranhas... Eu fiquei com medo e tentei fugir, mas não consegui.
-Sua vida vai mudar Sarah, você terá surpresas. – Disse ela em uma voz estranha. – Seus pais não ficarão juntos e você vai encontrar uma menina clara que vai te auxiliar e muito. Uma viagem está prestes a acontecer.
Desprendi-me dela e saí correndo. Do que ela estava falando? Viagem? Não tenho nenhuma planejada agora. Meus pais não ficarão mais juntos? Já podia imaginar... Resolvi pegar um táxi.
Cheguei em casa, tomei um banho bem demorado, coloquei as roupas na lavanderia e deitei para ler um pouco.
-Sarah! – Gritou minha mãe.
-Entre! – Respondi.
-Ela entrou, seu rosto revelava alegria. O que poderia ser?
-Tenho uma surpresa para você! – Disse ela empolgada.
-Mais surpresas para hoje? – Perguntei meio pensativa.
-Você teve surpresas hoje Sarah? Quais?
-Nada não mãe! Esquece... E então qual é a tão esperada surpresa?
-Isso! – Mostrou-me ela uma passagem para uma viagem.
-Uma Viagem? – Perguntei surpresa.
-Sim, esse é o seu presente de aniversário!
-Obrigada mãe!
Na mesma hora lembrei da madame Samovar, será que minha vida mudaria tanto?
Ou tudo não passou de um pesadelo maluco e daqui a pouco irei acordar? Dúvidas... De tanto pensar nelas, caí na cama e dormi feito pedra.


Continua...

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quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Vida nova 2

"Os filhos tornam-se para os pais, segundo a educação que recebem, uma recompensa ou um castigo."
J. Petit Senn
Parte2.

Desprotegida...

Levantei com uma terrível dor de cabeça. Meus olhos estavam fundos, com olheiras; meus pais estavam sentados no sofá de meu quarto, olhando-me com curiosidade.
Tentei analisar algum traço de suas personalidades e percebi que estavam decepcionados. Não se olhavam. Estavam “vazios”. Mamãe certamente decidiu não preocupar-se para não criar rugas e papai? Não se preocupou porque ele tem uma empresa para causar-lhe cabelos brancos. Como sempre, eu não entro na jogada...
-A culpa é sua! – Disse o senhor Deville (meu pai) para minha mãe.
-Minha? – Perguntou ela surpresa.
-Sim, sua! Você preocupa-se apenas com seu ego e com as viagens pelo mundo.
-Mas era só o que me faltava! – Disse minha mãe levantando-se do sofá – Você que fica me traindo, sustentando aquelas secretárias vagabundas e a sua filha nem imagina o que você faz... Agora a culpa é minha, Gustavo?
Houve uma pausa.
-Quando você vai contar para ela? – Perguntou meu pai.
-Hoje. Ela precisa saber ainda hoje. Nenhum dia a mais. – Respondeu minha mãe rispidamente.
Continuei fingindo que dormia. Um silêncio tomou meu quarto. Fiquei agoniada com aquilo tudo. O que eles iriam me contar? Será que vou ganhar um irmão ou uma irmã? Isso seria ótimo! Mas acho que não é isso... Certamente estaria de castigo. Um belo castigo. E eu estou certa de que mereço isso.
De certa forma, nada daquilo foi em vão... O vinho estava saboroso. Fiquei até com vontade de beber mais, se não fosse o idiota do Fred ter me derrubado na piscina.
Teria feito meu próprio show particular, para quem quisesse... A festa entraria para a história. Espreguicei-me... E levantei. Deparei-me com dois pares de olhos fitando-me a cada movimento que fazia...
-Está tudo bem com você Sarah? – Perguntou meu pai com um rosto sério e preocupado, mas ao mesmo tempo decepcionado.
-Sim pai. – Respondi sincera. – Aconteceu alguma coisa?
-Eu não acredito que você não sabe o que aconteceu na sua festa de aniversário ontem à noite... Não minta Sarah! – Disse ele rispidamente.
-Não estou mentindo pai. – Na verdade estava, mas isso não importa... Mentir... Meu pai não poderia julgar-me por mentir, já que ele é um empresário, um empresário que ganha dinheiro muito fácil e dá inúmeros golpes.
-Pegue leve com ela Gustavo. – Disse minha mãe agarrando sua mão.
-Filha, eu sei que as coisas não estão muito fáceis para nós, mas porque você fez aquilo? – Perguntou minha mãe, num tom calmo.
-Mãe, eu nem sei o que aconteceu! Eu só lembro de ter bebido um pouco de vinho...
-Um pouco Sarah? – Interrompeu meu pai. – Três garrafas! Você acha isso pouco? A vergonha que você fez a nossa família passar... Tirando a roupa na frente de todos... Você me decepcionou.
-Ah é pai? E a vergonha que tenho do senhor roubar a muitos, ou melhor... A vergonha de saber que meu pai trai minha mãe com todas as secretárias novas e gostosas... Ah... e quando elas engravidam você as paga muito bem para abortarem. Ou ainda... A vergonha que eu sinto em saber que você usa drogas para suportar o seu mundo. Você age de má fé pai, você é o meu pior exemplo. Um criminoso! O pior deles.
-Já chega! – Disse ele levantando a mão para me dar um tapa, mas minha mãe o segurou entre lágrimas.
-É difícil suportar as devidas verdades não é pai? – Disse encarando-o.
-Você não tem o direito de falar assim comigo Sarah! – Respondeu-me.
-Não tenho? Vocês já imaginaram que a causa desse meu comportamento seja culpa de vocês? Eu sou a pior filha do mundo; porque tenho a quem puxar... Infelizmente ou felizmente a fruta não cai longe do pé.
-Sarah, chega! – Gritou minha mãe.
Fiquei quieta por alguns instantes. Mais complicado do que já estava era impossível, talvez eles me mandassem para um reformatório. Não... Eles teriam vergonha de seus “amigos” e não fariam isso.
-Ah, e a propósito... – Continuei. –Mãe, o que você queria me comunicar? Eu ouvi a conversa de vocês “por acaso”. – Os dois olharam-se espantados e meu pai assentiu com a cabeça.
-Sarah, tem algo que você precisa saber. Seu pai e eu resolvemos nos separar.
Senti-me sem chão. Fiquei muda surda, cega... Sem saber o que fazer. Se eu pudesse fugir, com certeza já não estaria mais aqui. Sentei-me.
-Separar? – Perguntei.
-Sim, percebemos que já não nos amamos e o mais correto a fazer é nos separar e continuarmos com nossas vidas amigavelmente. – Respondeu meu pai.
-Eu não acredito nisso! Era só o que faltava! – Gritei entre lágrimas e saí correndo. Não tinha rumo, apenas queria fugir, queria abraçar alguém e chorar. De repente um filme começou a passar na minha cabeça. Momentos “felizes”. Será que tudo não passou de uma doce ilusão? Será que foi tudo mentira? Não sei o que fazer... De repente me sinto tão desprotegida ao ponto de fazer alguma loucura. Como se não bastassem os meus problemas, agora mais essa bomba. Se eu soubesse que crescer seria tão complicado, pediria para Peter Pan ter me levado a Terra do Nunca.

Continua...
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quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Vida nova

“Tome cuidado com o que você deseja.
Você pode acabar por conseguir”
Parte 1.
Eu sou linda, rica, poderosa; ganho uma boa mesada, estudo em uma das melhores escolas do mundo! Já viajei para a Paris, Londres, Tóquio, Miami, entre outros... Falo cinco idiomas. Para ser mais precisa: Português, francês, italiano, espanhol e inglês.
Já saí na capa de várias revistas; minha mãe é uma top model importante e meu pai? Hum... Meu pai é um empresário ocupadíssimo. Sou filha única, e futuramente todo esse palácio será meu.
Como muitos falam: - “Como eu queria ter a vida que você tem Sarah. Você é mesmo uma garota de sorte!”. Sorte?
Defina-me sorte.
Ser sortuda para você é ter milhões de falsos amigos, garotos e mais garotos aos seus pés e nenhum amor verdadeiro. Ou ainda, pais incríveis que te dão tudo, mas não te dão atenção e nunca estão em casa... Que tratam você como um simples objeto inútil jogado embaixo da cama? Isso é ter sorte?
Definitivamente não... Meus pais e eu só temos um tipo de relação: - Quanto você precisa Sarah? – Parece que tudo para eles envolve dinheiro.
Ás vezes eu só queria ter uma vida normal, com pais normais, sem ter que viver de aparências. Queria que as pessoas gostassem de mim pelo que eu sou e não pelo que tenho.
Hoje é meu aniversário. Dezessete anos. Estou dando uma festa na piscina. Para todos os meus “amigos”. Ainda tenho que tomar um banho e escolher o que vestir.
Mas confesso que a vontade é de nem comparecer ao meu próprio aniversário.
Pessoas ricas, esnobes, achando que tem tudo, quando na verdade nada se tem. Sou muito revoltada para uma adolescente não é mesmo? É o que muitos dizem.
Mas o que fazer quando a vida é assim? Deixar tudo como está, ou simplesmente arriscar?
Gostaria de saber o que fazer... Mas não tenho com quem contar, não tenho amigos, namorado, e meus pais... Bem, já disse.
Que presente eles vão me dar dessa vez? Um carro só meu? Bem, eu já tenho... Uma casa na praia? Também já... Dessa vez eu não tenho a mínima idéia, mas espero que seja algo útil e legal.
Quando saí do banho, deparei-me com uma caixa em cima de minha cama e um bilhete escrito assim:

‘-Querida Sarah, desculpe-me não dar os parabéns pessoalmente. Tenho uma reunião muito importante hoje com os acionistas e voltarei somente à noite. Comprei seu presente, é algo diferente que me chamou a atenção. Guarde com carinho, era de sua avó. E faça bom uso.
Felicidades! Um beijo. Papai. ’

Abri a devida caixa, e lá dentro estava um colar e uma pedra como pingente. A pedra era linda, de um vermelho intenso. Vermelho escuro, para ser mais precisa. Fiquei a analisando por alguns instantes e por alguns instantes me perdi nela.
Quando vi o relógio, faltavam apenas uma hora para os convidados chegarem e eu não estava pronta.
Abri meu guarda-roupa. Quantos vestidos! Mas definitivamente não sabia o que usar.
Peguei um vestido preto, tomara que caia e com um laço vermelho atrás. Calcei as sandálias vermelhas, maquiei-me, atei meu cabelo em um rabo de cavalo e coloquei o colar.
Quando cheguei ao salão de festas, tudo estava preparado. A decoração estava linda. Mas ainda assim não era o suficiente. Faltava alguma coisa. Não sabia o que era, mas simplesmente faltava.
Os convidados foram chegando... Meu coração estava apertado como se algo estivesse por acontecer. Alguma coisa inesperada que me deixava ansiosa, mas feliz ao mesmo tempo. Os minutos foram passando... Todos sorrindo, comendo, bebendo, se divertindo... E eu com a mesma cara brava e irritada de sempre. Peguei uma taça e uma garrafa de vinho, sentei-me longe de todos e ali desabafei minha dor.
Como uma tola, tendo que recorrer ao álcool para aliviar seu sofrer. Isso é pior que drama mexicano.
Resultado: - Fiquei bêbada. Sim, eu fui uma tola, infantil, completamente infantil! Mas o que você queria que eu fizesse?
Chamaram-me para cantar parabéns e assoprar as velas. Todos ali ao meu redor e eu não suportando aquele momento.
Assoprei as dezessete velas de uma só vez e fiz um pedido. Não sabia ao certo o que estava pedindo, mas precisava daquilo. Queria ter a sensação de uma adolescente rebelde, vivenciar aventuras que ficariam para o resto de minha vida. Quem sabe até, poderia contar para meus netos algo sobre minhas aventuras... Se talvez eles se interessassem por “sexo, drogas e rock n’roll”.
Continuei a beber minha garrafa de vinho. Tomei a taça toda em um único gole e depois fiquei tontinha... Lembro-me de ter vomitado nas flores e depois de beber mais uma taça, fiz um strepetease e quando fiquei somente de lingeries, jogaram-me na piscina. O problema é que eu bati a cabeça no fundo e desmaiei. Ninguém sabia ao certo o que fazer. Talvez eu merecesse isso por ser tão estúpida ao ponto de afogar minhas mágoas na bebida. Só lembro que dois braços fortes estavam carregando-me para meu quarto.
Felizmente ou infelizmente... Ainda estava viva. E Deus, com certeza teria me dado uma nova chance.
Continua...
Resolvi investir em uma nova fase em meu blog. Pensei em escrever contos... Não sei se será uma boa idéia, mas irei investir. Espero que tenham gostado da nova fase.
Beijos
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domingo, 23 de agosto de 2009

Sem título.


Era uma noite de lua cheia, estava à espera daquela doce figura que envolvia minhas noites e meus dias. Encostado ao tronco perto do mar, este que refletia a imensa lua que havia no céu; peguei meu violão e comecei a dedilhar com o pensamento nela.
A noite estava tão perfeita que a vontade era de tê-la aos meus braços, sentir seu calor, sua voz em meu ouvido, seu coração bater rapidamente a cada beijo que nos envolvia.
Continuei a dedilhar notas por meu violão e cantarolar melodias de amor. Cada nota que tocava, lembrava-me dela. Seu sorriso, suas lágrimas ao ouvir-me tocar. Ou o modo como ela me pedia para abraçá-la quando estava com frio.
Acendi uma fogueira, armei minha barraca e ali na areia fiquei a olhar para as estrelas, talvez pensando em onde ela poederia estar, já que ali, perto de mim ela não estava.
Era mais um jovem apaixonado, um poeta sofredor, que mesmo com dor, continuava a buscar sua musa inspiradora. Entre lágrimas, sonhos, lembranças... Adormeci pensando em quando a encontraria novamente. Eu, um romântico, apaixonado, faria qualquer coisa para tê-la aos meus braços e a fazer dormir e sonhar como só os anjos de pura candura fazem.
Estava sentindo-me sozinho, mas as calorosas lembranças que tinha dela, faziam-me viver para esperar pela tal como eu sempre fazia.
Entre a fogueira, o mar, a lua e as estrelas; adormeci.
Eis que a jovem aparece com aquele vestido branco e leve como um anjo. Aquele sorriso doce... Ingênuo mas malicioso ao mesmo tempo, como somente ela sabia fazer. Ela puxou-me pelas mãos e saímos correndo pela praia. Como ela estava linda! Aquela pele branca e o ondulado de seus cabelos pela cintura, seus olhos negros; estes que ardiam com tamanha paixão deixavam-me cada vez mais apaixonado. Seu caminhar vagaroso e provocante deixava-me a desejá-la cada vez mais.
Corremos, estávamos felizes como antigamente. Brincamos como duas crianças, ou ainda como dois anjos no céu. Foi perfeito. Não parávamos de sorrir, nossos olhares diziam tudo. Não eram necessárias palavras. Amávamos-nos e isso era tudo, o mais profundo, o amor mais necessário, aquele onde não precisa ser entendido, porém sentido; sentido com o corpo, com a alma com o coração. Enfim... O amor era a única linguagem, o único meio de comunicação entre nós.
Deitamos na areia, exaustos. Continuamos a sorrir, ela estava com uma flor branca em seus cabelos, seus olhos serenos repentinamente tornaram-se tristes e uma lágrima escorreu por entre a tamanha perfeição de seu rosto.
Abracei-a com toda minha alma, não queria deixar que ela escapasse por entre meus dedos novamente e se isso acontecesse, choraria. Como um verdadeiro homem apaixonado chora quando perde sua alma gêmea.
Ela olhou-me novamente com aqueles olhos tristes e nos beijamos. Foi o melhor beijo que pude receber. Um beijo com amor, com ternura, um beijo doce, vagaroso, sem pressa de acabar. E por um minuto senti que éramos de dois, um só. O real e o sobrenatural lado a lado. Senti seu rosto frio indo embora vagarosamente deixando apenas uma brisa leve me envolver.
Acordei. E mesmo sabendo que ela estava entre as estrelas e com os demais anjos lá no céu, agradeci a Deus, por ter nos dado esse presente. Ao meu lado, próximo ao violão estava a flor branca que envolvia seus cabelos. E só então percebi que aquilo foi tão real, quanto parecia. Talvez vocês não acreditem em meu relato, mas estão as estrelas, a lua e o mar como meus cúmplices e prova.
Mesmo sabendo que aquele foi o nosso último beijo, ainda vou todas as noites na mesma praia, para ver se Deus poderia dar-me novamente aquele presente. Afinal, todo jovem apaixonado sempre tem esperança.


Texto escrito pensando na pessoa que eu mais amo no mundo inteiro! Fernando, você foi a melhor coisa que ocorreu na minha vida e a cada dia eu o amo cada vez mais. Tenho certeza de que fomos feitos um para o outro e que você é a minha alma gêmea. Pois só eu sei o quanto eu te amo e o que sinto quando estou ao teu lado. Pode ter certeza de que eu quero envelhecer ao teu lado.

Feliz 1 ano e 5 meses (atrasado, mas o que importa é a intenção).


Ah. esse é o presente que recebi dele de niver de namoro. EU AMEI!


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